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Febre Amarela: Santa Catarina tem primeiro caso em humano de 2020


A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC) confirmou nesta sexta-feira (24) o primeiro caso de febre amarela em um humano no estado em 2020. Até a tarde desta sexta-feira, o paciente estava internado no Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis. Ele tem 47 anos e é morador de São Bento do Sul, cidade do Norte do estado.

O diagnóstico foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/SC) na tarde desta sexta-feira. O paciente não tem registro de vacina no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações.

Em 2019, o estado teve dois casos de febre amarela em humanos. Os dois pacientes morreram. Eles eram moradores de Itaiópolis e Joinville, no Norte do estado.

Vacinação

A vacinação é a melhor forma de se proteger da doença, segundo a Dive-SC. A cobertura no estado está em 84% e a meta do Ministério da Saúde é de pelo menos 95% da população-alvo vacinada. Porém, a Dive-SC informou que muitos municípios catarinenses estão abaixo até da média de 84%.

A vacina está disponível nas salas de vacinação para todas as pessoas com mais de 9 meses de idade.

Febre amarela

A febre amarela pode levar à morte em uma semana, se não tratada rapidamente. A doença é transmitida por um mosquito. Em áreas de mata, o transmissor são insetos do gênero Haemagogus e Sabethes. Nas cidades, é o Aedes aegypti.

Os sintomas da doença são, segundo a Dive-SC:

início súbito de febre;

calafrios;

dor de cabeça intensa;

dores nas costas e no corpo;

náuseas e vômito;

fraqueza e cansaço;

dor abdominal;

pele amarelada.

Morte de macacos

Em São Bento do Sul, foi confirmada na quinta (23) a morte de um macaco da espécie bugio por febre amarela. O animal foi encontrado no dia 10 de dezembro, na localidade de Rio Vermelho. Outras quatro mortes de animais da espécie, ocorridas neste ano, estão em investigação. Os macacos não transmitem a doenças às pessoas, mas a presença da doença nesses animais indica que o vírus circula naquela região.

No total, mais de 60 macacos morreram com suspeita de febre amarela em 2020 no estado, conforme a Dive-SC, a maioria na região Norte e no Vale do Itajaí. As causas das mortes são investigadas pelo Instituto Carlos Chagas Fiocruz do Paraná.

A médica-veterinária da Dive-SC Aysla Matsumoto orientou que “É importante que quem encontre um macaco morto ou doente notifique a secretaria municipal de saúde. São os macacos os primeiros a adoecerem por febre amarela e por isso sinalizam a presença do vírus na região”.

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