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Acordo sem cortes do Grêmio com grupo de jogadores causa questionamentos da torcida


A quarta-feira mostrou uma rota de pensamento diferente entre parte da torcida do Grêmio e o elenco de jogadores. O acordo para pagamento de parte do salário nos próximos dois anos não repercutiu da melhor maneira com tricolores, que se manifestaram nas redes sociais, especialmente por conta de corte em outras áreas do clube.


Os jogadores fizeram um movimento coletivo em suas páginas pessoais para rebater as críticas de uma parte dos gremistas, que acusaram os atletas de não aceitar cortar os seus vencimentos. Outra corrente acredita que o parcelamento é suficiente para o clube ultrapassar a crise.


A alta cúpula gremista nega que tenha ocorrido uma proposta aos jogadores para reduzir efetivamente o salário. Uma das fontes ouvidas rechaçou essa possibilidade. Outra limitou-se a dizer que houve uma negociação e o resultado foi bom para as duas partes. Foi o que os jogadores alegaram em suas manifestações. O presidente Romildo Bolzan inclusive agradeceu aos jogadores.


Uma pessoa próxima da diretoria, no entanto, diz que o assunto constou nas conversas iniciais da diretoria com o elenco. As partes apresentaram cenários e se caminhou para o formato celebrado. Houve também o receio de fazer cortes sem acerto, e os valores serem cobrados na Justiça no futuro.


Em outras áreas, como futebol feminino e categorias de base, as reduções previstas pela Medida Provisória 936, que abre essa possibilidade por conta da pandemia. O governo federal auxilia com o pagamento de parte do valor do seguro-desemprego.


Mas o fato trouxe no mínimo uma inquietação em outras áreas. Todo o clube passou por cortes, menos o departamento de futebol profissional, aí incluído o time de transição. Na visão de uma fonte ouvida, um movimento passível de "muita crítica" do restante dos setores.


O acordo celebrado pelo Grêmio paga 15% dos salários de julho, agosto e setembro em 24 parcelas. Antes, a partir de abril, o elenco já havia aberto mão dos direitos de imagem. Assim, chega-se aos 55% dos vencimentos divulgado pelo Tricolor.


Com as medidas e a linha de crédito da CBF, o Grêmio garante possibilidade de levar as contas em dia até o final de setembro. O Tricolor pegou um empréstimo bancário de cerca de R$ 10 milhões no início da pandemia para ter liquidez.


FONTE: Globoesporte.com

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