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Inter usará linha de crédito da CBF por fluxo de caixa e "respiro" em meio à crise


O Inter conta ao menos com um respiro nos próximos dias para atenuar o rombo em seus cofres, ainda mais raspados sob os efeitos da pandemia do coronavírus. O clube acionará a CBF para utilizar a linha de crédito disponibilizada pela entidade como auxílio emergencial aos 20 clubes da Série A em meio à crise financeira pela paralisação do futebol.


A CBF anunciou o aporte financeiro de R$ 100 milhões às equipes da elite do Brasileirão na última segunda-feira. As verbas serão repassadas por empréstimo a juro zero. As cifras variam de clube para clube, a depender de antecipações repassadas e de acordos com as detentoras dos direitos.


O Inter ainda estuda os detalhes da medida, mas solicitará à entidade o valor a que tem direito - estima-se que na ordem dos R$ 7 milhões - para ganhar um pouco de fôlego em meio à crise. Em contato, o presidente Marcelo Medeiros afirma que o aporte servirá para reduzir o grave problema de fluxo de caixa enfrentado pelo clube em meio à paralisação do futebol.


O mandatário já disse em entrevista recente que o principal problema do Inter "não é o fim do ano, mas o fim do mês". Sem jogos, o Inter vê evaporar receitas com bilheteria, patrocínios e até com o quadro social. O dinheiro será utilizado para manter pagamentos em dia e para atenuar a queda de receitas de mais de R$ 20 milhões nos primeiros quatro meses do ano.


- O fato de o Inter estar treinando, fazendo campanha de marketing, reduzindo custos não enche estádio, não vende patrocínio, não aumenta o quadro social. O que precisamos, até para colocar jogador na vitrine, é voltar a jogar. Isso resolve o problema do dia a dia, do fluxo de caixa. Ainda não está claro o formato dessa linha, mas o Inter vai usar os recursos que estiverem à sua disposição até que a gente possa retomar atividades e recuperar receita perdida - afirma Medeiros.


O aporte financeiro da CBF vem em um momento em que o clube já mede os primeiros efeitos da pandemia. O Inter teve um déficit de R$ 16 milhões apenas em abril, o primeiro mês cheio de paralisação no calendário.


Ao todo, o prejuízo do clube entre janeiro e abril é de R$ 51 milhões. Muito em função da queda de receitas. O Inter teve R$ 74.773.506 em receitas provenientes de nove atividades em 2020. São R$ 20.478.934 a menos do que o valor registrado entre janeiro e abril de 2019, de R$ 95.252.440. A queda é de 21,4%.


Em meio à crise, o Inter traçou um plano de contenção de despesas e já cortou um total de R$ 34 milhões em gastos desde o início da pandemia. A medida mais drástica foi a demissão de 44 funcionários. Os dirigentes repactuaram pagamentos a fornecedores e de dívidas.


No futebol, foram três medidas. A primeira foi extinguir o time B. Depois, a diretoria entrou em acordos com os jogadores para postergar o pagamento de três meses de direitos de imagem para 2020 e para reduzir em 25% os salários durante a pandemia.


FONTE: Globoesporte.com

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