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São Carlos: Pesquisa pede atenção ao Lajeado Moraes

Nos dias 16, 17 e 18 de março foi realizada uma das campanhas previstas no projeto Integridade do Lajeado Moraes através da análise biológica dos macroinvertebrados como bioindicadores.


O trabalho é coordenado pela professora e bióloga Jozi Beatriz Deimling – do laboratório de Ciências e Biologia da EEB Cardeal Arcoverde.


Durante a primeira campanha de campo foram coletadas amostras de sedimento e água nos três pontos do Lajeado Moraes, sendo: P1 (Linha Moraes- proximidade de nascente do curso d’água), P2 (Centro de São Carlos), P3 (entre o centro da cidade e a foz do Lajeado Moraes).


A campanha de coletas teve o grande apoio da Escola Cardeal Arcoverde, voluntários e a importante participação da madrinha do projeto (Adriana Alves de Oliveira- colaboradora do Sicredi), (Samuel Hillesheim e Vinícius Mergen- representando os alunos do educandário), Luiz Felipe Deimling (integrante do Grêmio estudantil da EEB Cardeal Arcoverde) e Jozi Beatriz Deimling (bióloga coordenadora do projeto e professora orientadora de laboratório da escola) e moradores ribeirinhos das famílias Land, Rigotti, Werle e Klauck que abriram as portas para que fosse possível realizar a coleta nas proximidades de suas residências.


Não foi possível realizar as coletas com número maior de pessoas em função da situação atual de pandemia pelo covid-19. O trabalho busca sensibilizar a população em geral para a importância de preservar as nascentes, da preservação e recomposição da mata ciliar, do destino adequado dos resíduos e da adoção de posturas adequadas com relação aos recursos hídricos.


É importante entender que este trabalho conta com a averiguação de apenas algumas variáveis ambientais, mas que o uso dos macroinvertebrados para avaliação da água são muito eficientes.


O cunho do trabalho é de educação ambiental, não de apontamentos de responsáveis pontuais pelos resultados obtidos, já que estes resultados são a soma de fatores nos quais todos nós moradores do município temos uma parcela de contribuição.


Após as amostragens, triagem do material, identificação dos invertebrados e análise dos dados preliminares das aferições biológicas através de índices biológicos específicos, chegou-se a resultados como:


P1 (Linha Moraes): água com condições aceitáveis a boas

P2 (Centro): situação crítica da água

P3 (proximidades da foz do lajeado): situação muito crítica da água



Os dados do protocolo de avaliação rápida de ambiente resultou nos seguintes escores:


P1: 30 pontos: Ambiente com alterações leves

P2: 14 pontos: Ambiente muito impactado

P3: 16 pontos: Ambiente muito impactado


Esses dados estão relacionados com o uso e ocupação do solo nas margens, ação antrópica, presença, ausência, extensão e composição da mata ciliar, deposição ou não de resíduos sólidos efluentes líquidos em determinados locais ao longo da extensão do lajeado. Também aferições como oxigênio dissolvido, temperatura, turbidez e pH da água.


O trabalho segue durante todo o ano, aliando coletas, análises e trabalhos de educação ambiental.


Conforme a Bióloga Jozi Deimiling, o lajeado pede sensibilização, cuidado e preservação. Esse trabalho de pesquisa reflete a relevância da educação.


Vale destacar que o projeto é patrocinado pelo Fundo de Desenvolvimento Regional da Fundação Sicredi, além de parceiros como a Promotoria Pública da Comarca de São Carlos, o Lions Club São Carlos Rota das Termas, além de todos os segmentos do educandário e voluntários da comunidade.



Fonte/fotos: Prof Jozi Deimiling / Fotos: Blog EEB Cardeal Arcoverde




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